
Por Marcos Avellar
Não é um simples apertar do clique. Apesar do ato ser mecânico, afinal a fotografia é pura física, onde a luz é captada pelas lentes e transformada em imagem, as fotos passam mais do que as teorias de ótica podem explicar. É emoção pura. Em cada olhar, uma expressão facial, uma careta, gestos, público, suor. A luz que contrasta e mostra o que precisa ser visto. Ou apenas compõem a cena, em jogo com as sombras que refletem atrás do palco. Mas nada disso explica de fato o que realmente precisa ser visto.
As imagens de Gabie Linhares passam a própria música que ela fotografa. Em toques dedilhados que misturam cores, as fotografias emocionam tanto quanto a própria trilha sonora. Aliás, elas dispensam a própria trilha sonora. Não precisam de música para entender a emoção dos músicos. Elas falam por si só.
Gabie começa a se especializar em fotografias de bandas, shows, apresentações. Aquele exato momento que precisa captar e sintetizar o rosto da própria emoção. É preciso muita sensibilidade para retratar a própria sensibilidade dos artistas. Por isso, ela tem a arte no olhar da própria arte.